As novas tecnologias permitem que o homem moderno converse com pessoas a longa distância, compre sem precisar pisar em uma loja ou tenha sua roupa limpa sem dar-se ao trabalho de lavá-la manualmente. Ao mesmo tempo em que facilitou sua vida, elas diminuíram o esforço físico que antes era empregado nessas atividades.
Especialistas estimam que hoje gasta-se 700 calorias a menos que há 30 anos, o que comprova o acúmulo de energia gerado pelo conforto de um controle remoto, uma máquina de lavar ou o acesso à internet. Mas essa comodidade e economia de movimento têm um custo: a atrofia do organismo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é a causa de dois milhões de mortes por ano no mundo e responsável pelo surgimento de cânceres de mama e de cólon, diabetes e infarto.
A prática de exercícios combate esse problema, proporcionando o bom funcionamento do corpo e prevenindo o surgimento de doenças. Ela melhora o desempenho do coração, por exemplo, que passa a bombear mais sangue com menos esforço, além de evitar problemas cardíacos, e garante a desobstrução das artérias, reduzindo a pressão arterial.
E os benefícios não param por aí. Pesquisas recentes comprovaram que atividades físicas regulares melhoram a sensibilidade à insulina em homens com resistência ao hormônio e reduzem a síndrome metabólica. Elas também são responsáveis pelo aumento do colesterol bom, quando praticadas juntamente com uma dieta de baixas calorias.
Porém, não é apenas a saúde do corpo que melhora. Quando a pessoa se movimenta, ela deixa de lado a tensão, ansiedade e confusão mental. Foi o que mostrou um estudo com adultos sedentários, realizado em Londres, na década de 80. Trinta minutos de exercícios diários também são eficazes no tratamento de depressão branda ou moderada, como provou pesquisa realizada em Berlim.
Falta de tempo não é desculpa para deixar de se exercitar: hoje se trabalha bem menos do que antigamente. Tempo livre não falta, mas ele é empregado em atividades como assistir TV, que não exige quase nenhum esforço físico. E são mais de 25 horas por semana que o cidadão comum dedica a ver televisão, em vez de se movimentar.
Cientistas britânicos concluíram que, diariamente, pessoas obesas permanecem sentadas, em média, 2 horas e meia a mais de que pessoas magras. São cerca de 15 quilos ao ano, considerando-se a mesma alimentação. Para começar a se mexer não é preciso sacrifício e nem é aconselhável exercícios intensos para quem não está acostumado.
Ao contrário, basta observar ao longo do dia, oportunidades de se exercitar, como usar a escada em vez do elevador ou andar a pé em vez de carro. Praticando essas pequenas atividades, corpo e mente agradecem.