Um estudo ligou um pequeno número de casos de paralisia cerebral em bebês ao uso de antibióticos por mães que entraram em trabalho de parto prematuro.
O estudo britânico detectou 35 casos de paralisia cerebral em 769 crianças de mães de parto prematuro que receberam antibióticos. Já em 735 filhos de mães que não receberam o medicamento, foram detectados 12 casos de paralisia cerebral – quase três vezes menos.
A pesquisa foi a mais ampla já feita no mundo sobre o impacto de antibióticos em mães que entram em trabalho de parto antes da hora. O objetivo do estudo era investigar se o uso de antibióticos – que podem ajudar a combater uma outra infecção – por mulheres com sintomas de trabalho de parto prematuro pode melhorar a saúde dos bebês.
Em 2001, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, detectou que o antibiótico eritromicina traz benefícios imediatos em mulheres com trabalho de parto prematuro (antes de 37 semanas de gestação), cujas bolsas de água romperam.
Agora, a nova pesquisa tenta avaliar o impacto que o uso de antibióticos teve nas crianças sete anos depois do parto.
Inesperadamente, o estudo sugere que tanto a eritromicina como o antibiótico co-amoxiclav podem aumentar o risco de danos no desenvolvimento – como dificuldade de caminhar ou problemas – e triplicar a chance de paralisia cerebral, no caso das mães com trabalho de parto prematuro.
- Esses estudos não significam que antibióticos não são seguros para serem usados em gravidez. Mulheres grávidas com sinais de infecção devem ser tratadas imediatamente com antibióticos – afirmou em nota a Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, uma associação britânica de médicos.