Graças a um novo procedimento utilizando terapia genética, cientistas foram capazes de restaurar a visão de pacientes com um grave transtorno hereditário, a amaurose congênita de Leber (ACL).
Os investigadores injetaram material genético nos olhos de pacientes que sofriam do transtorno, que ocasiona perda severa de visão.
Os resultados, dizem os cientistas, mostraram “uma melhora significativa” na visão.
Os investigadores crêem que a terapia poderia estar pronta dentro de dois anos para tratar pacientes que sofrem transtornos congênitos na retina, que afetam a milhões de pessoas no mundo. E dentro de três anos, acrescentam, poderia ser utilizada em pessoas que sofrem degeneração macular relacionada à idade.
- Essa terapia pioneira é o resultado de 15 anos de investigação – afirma o doutor Paul Sieving, diretor do Instituto Nacional do Olho dos Estados Unidos, que financiou o estudo.
- E demonstra que a terapia genética pode ser eficiente para tratar enfermidades da vista humana – completou.
Princípio simples
A terapia genética utilizada pelos cientistas das universidades de Pensilvânia, da Flórida, e de Cornell, trabalha com um principio simples.
Se trata de substituir um gene que não funciona e restaurar a função de qualquer parte do organismo afetado por um transtorno genético.
Na prática, porém, tem sido extremamente difícil encontrar formas de introduzir as novas cópias do gene nos tecidos corretos.
Até agora os experimentos em animais tiveram resultados mistos.
No entanto, tal como afirmam os especialistas, nos olhos a terapia genética parece muito prometedora.