Os alimentos são fontes de nutrientes e energia para o funcionamento do corpo. Mas não se resumem apenas a isto. Eles são também sabores, odores e representações psicológicas diferentes para cada indivíduo. Quem não tem uma lembrança boa ou ruim ligada a algum alimento? É o cheiro de biscoitos feito na hora que lembra a infância ou a avó. Por isso, os indivíduos acabam criando um relacionamento único e pessoal com aquilo come.
Esta relação com a comida são experiências sensoriais. Elas se dão desde o nosso nascimento e seguem por toda a vida. Estas experiências são influenciadas pela forma como os alimentos nos são oferecidos. Em situações boas, eles são aceitos de bom grado. Em situações ruins, é comum que se faça a ligação com o alimento e que se prefira não consumi-lo.
Quem constrói a nossa relação (boa ou ruim) com os alimentos são os nossos pais. Eles são os formadores dos hábitos alimentares de seus filhos. As crianças não têm noção do que é mais nutritivo ou não para ela. Os pais sabem. Eles precisam criar uma boa relação da criança com os alimentos mais nutritivos.
Nas experiências sensoriais de cada um os alimentos tem seu papel, independente da contribuição que dão para a saúde. Eles servem como compensações para problemas, demonstração de amor ou alívio para problemas. Os pais precisam ficar muito atentos com estas construções. Afinal, o alimento não é só nutrição. Ele também está ligado ao prazer.
Por isso, os pais devem repensar suas atitudes na hora da compensação de seus filhos por algum êxito, frustração ou problema. Trazer balas para uma criança para que ela se comporte enquanto você estiver fora vai criar uma representação na mente deste indivíduo que ficará para sempre. Mesmo sem ele perceber.
Os pais devem, portanto, tomar o cuidado de inserir alimentos saudáveis na dieta de seus filhos e, ao mesmo tempo, tentar criar a sensação de prazer em consumi-los. Do mesmo jeito que se faz com alimentos como doces e balas. Mas, no caso, com verduras, frutas e legumes.
Este tipo de atitude vai transformar a vida de seu filho. Ele não será um adulto que precisa ficar constantemente vivendo de dietas para perder peso. Seu filho já terá vida saudável. E o melhor é que ele vai gostar de ser assim e não vai ter aquela sensação de “castigo” que as dietas costumam ter.
Por: Vanesca Soares